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Pavilhão, pista de atletismo e lar de idosos são as ‘prendas’ desejadas

Foi uma noite esplendorosa aquela vivida este sábado, no Pestana Casino Park Hotel, onde se realizou o jantar de gala comemorativo do 108º aniversário do CD Nacional.

Três centenas e meia de pessoas marcaram presença neste evento, enchendo quase por completo uma sala pintada em tons de preto e branco e na qual se viveram vários momentos de grande fervor clubístico.

O espetáculo foi abrilhantado pela atuação da ginastas da secção de ginástica rítmica, das cheerleaders do clube e ainda do Stardust Acoustic Project, que criaram o ambiente perfeito para as várias homenagens da noite.

Primeiro a Paulo César, em representação de todos os que contribuíram para o projeto do Museu, hoje inaugurado e que pode conhecer melhor através do video seguinte.

 

 

Depois, aos grupos de apoio do clube, Armada Alvi-Negra, Claque Feminina e Força Alvi-negra, pelo seu fantástico papel no incentivo às suas cores.

 

Pelo meio a entrega das medalhas de 25 anos de filiação clubística aos sócios Henrique Pires, Afonso Ferreira, Maria Alves Gonçalves e José Armando Rosa.

A fechar, o momento alto da noite: a entrega dios prémios Condor.

 

Condor de Prata a Rui Mendonça, a título póstumo.

 

Condor de Ouro a Rui Sardinha

 

Condor de Ouro com Palma a Guilherme Silva.

 

O primeiro a usar da palavra foi Rui Alves, presidente do CD Nacional, que historiou a evolução do desporto madeirense na fase pós-autonomia, para concluir que a ideia de criação do único clube acabou por levar à sucessiva redução de subvenções do Governo, numa estratégia falhada para destruir o mais fraco.

Assumindo-se claramente contra o modelo de meritocracia que faz com que o Nacional receba dois terços daquilo que recebe o Marítimo quando ambos competem no mesmo escalão, Rui Alves declarou-se ainda contra a doação de um bem público a um clube privado, e também da utilização de bens públicos para construir escolas, ginásios, lojas ou restaurantes que nada tem a ver com a prática desportiva.

O presidente do Nacional sublinhou a ideia de que os bens públicos devem antes servir para a construção de infra-estruturas que possam beneficiar a prática desportiva, e por isso mesmo anunciou a intenção de avançar com um projeto que permita construir na Cidade Desportiva do clube a pista de atletismo que foi sonegada ao Funchal, um pavilhão gimno-desportivo e ainda um lar de idosos.

 

 

Em representação do Governo Regional, Jorge Carvalho, secretário da Educação, que deixou a garantia de que o apoio ao futebol profissional é para se manter, de modo a que as equipas regionais possam continuar a afirmar-se a nível nacional e a ambicionar fazê-lo a nível internacional.

Sublinhando que o desempenho em termos de resultado é importante para a afirmação do clube, destacou ainda o facto de o Nacional ter utilizado em vários jogos um ‘onze’ com 50% de atletas da Madeira, salientando que a valorização dos atletas madeirenses é também importante para o clube e para os atletas da Região.

Considerando que ter-se desporto de alto nível na Madeira tem a ver com o parque desportivo construído no período da autonomia, realçou ainda o papel de dirigentes desportivos como o presidente do Nacional, que muito contribuiu para o sucesso da política desportiva.

Assim, e mesmo sem promessas concretas, desafiou o Nacional a apresentar o projeto anunciado por Rui Alves, garantindo que dentro das condições existentes para o apoio às infra-estruturas, o Governo estará sempre disponível para analisar e apoiar o que possa ser uma mais valia para o desporto da Madeira.

 

 

A fechar, presidente da Assembleia Geral do Nacional, Miguel de Sousa, que começou por homenagear todos os que contribuíram para o regresso da equipa à Liga NOS, dos dirigentes aos adeptos, passando por técnicos, jogadores e todos os outros.

Considerando que a descida à II Liga acabou por permitir perceber “com quem podemos contar”, o dirigente deixou ainda um desafio: “Oxalá outros, se caírem, se levantem com tanta grandeza e dignidade como o CD Nacional”.

Admitindo que o Estádio da Madeira “está longe, mas ninguém nos ofereceu um no centro do Funchal” deixou ainda críticas o horário da marcação de jogos por parte da Liga. Críticas extensivas à política de subvenções do Governo Regional, pois em seu entender a meritocracia não é um critério justo, uma vez que dá mais a quem já está na primeira liga. “É como garantir a manutenção a um e deixar o outro no limiar da descida”.

 

 

Reveja a transmissão feita através da NacionalTV

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