O Clube Desportivo Nacional abordou na tarde desta sexta-feira, em conferência de imprensa no Auditório do Estádio da Madeira, o ponto único da Assembleia Geral Extraordinária da Liga Portugal, marcada para o próximo dia 8 de Junho de 2026, na Arena Portugal.
Na ocasião, o líder alvi-negro iniciou a intervenção por referir que “na próxima segunda-feira teremos a Assembleia-Geral da Liga mais importante para o futebol em Portugal.”
Para Rui Alves, o “legislador foi assim claro: a centralização existe para corrigir desequilíbrios, redistribuir receitas de forma mais equitativa e garantir a sustentabilidade das competições”.
No entanto, o Presidente do CDN lembrou que foram os clubes a pedir ao dirigente nacionalista a apresentação de uma nova proposta, dizendo claramente aos presentes “que iria apresentar uma proposta para a chave de repartição que se basearia em pilares de distribuição que conduzissem a uma relação de desigualdade de um para quatro”.
Tenho em conta que a proposta da Liga Portugal viola os princípios de equidade e equilíbrio competitivo do decreto-lei, “com os pilares de distribuição ainda indefinidos, contendo mecanismos ocultos que redirecionam os remanescentes serem atribuídos aos clubes da parte superior da tabela”.
Rui Alves é claro: “chegamos à conclusão de que estávamos perante uma proposta de uma Liga fechada a quatro. O modelo apresentado mantinha um nível elevado de complexidade, comprometendo a transparência e a estabilidade financeira das sociedades desportivas. A estrutura de distribuição da Liga baseada em critérios interdependentes não corrige as assimetrias existentes, violando claramente o espírito do decreto-lei, favorecendo sempre os mesmos”.
Ainda, o Presidente do Clube Desportivo Nacional reitera que a Liga apresenta uma chave de repartição de “1 para 8”, com os “dirigentes na segunda-feira a serem chamados para um grande desafio, resistir à narrativa que desde há um ano é transmitida, que consistia que se a chave de repartição não fosse da satisfação dos quatro privilegiados, o Governo da República iria intervir nesta matéria: é falso”.
Para terminar, o dirigente disse esperar que “o senhor Presidente da Assembleia-Geral da Liga conduza os trabalhos com a independência que o cargo merece, para que a proposta do Nacional possa ser votada em simultâneo e que os clubes possam exercer o seu direito de voto de forma livre e democrática, porque não acredito que nenhum dirigente queira receber cinco, em vez de sete, pois não para isso que foram eleitos pelos seus sócios. Não acredito que nenhum sócio das 29 sociedades desportivas queiram os seus dirigentes a votar contra os seus associados e adeptos”.
A chave de repartição das receitas da comercialização centralizada dos direitos audiovisuais da I e II Ligas será votada a 8 de junho, esta segunda-feira, em Assembleia-Geral extraordinária da Liga Portuguesa, com a sessão a começar às 10h00, no auditório do organismo, na cidade do Porto.
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