Foi um capitão alvi-negro, de corpo de alma. Com uma ligação forte ao clube e aos nossos adeptos, João Aurélio tornou-se numa referência de dedicação, liderança e identidade. O seu percurso no CD Nacional foi um exemplo de compromisso e ficará na história da nossa centenária coletividade.

Ao longo de mais de uma década ao serviço do nosso emblema, o defesa-direito construiu um percurso assente na dedicação, profissionalismo e lealdade, tornando-se uma referência para colegas, adeptos e adversários.

Natural de Beja, João Miguel Coimbra Aurélio chegou ao futebol profissional na temporada de 2008/2009 onde vestiu a camisola alvi-negra por oito temporadas consecutivas. A sua adaptação ao futebol de elite foi rápida, estreando-se na Primeira Liga ao serviço das cores alvi-negras e afirmando-se gradualmente como uma peça importante da equipa. Logo na sua primeira época, participou em 13 jogos e marcou o seu primeiro golo pelo clube numa vitória frente ao Belenenses, a 26 de Abril de 2009.

Nos anos seguintes, João Aurélio consolidou a sua posição no plantel nacionalista. Destacou-se pela polivalência, capacidade de trabalho e regularidade exibicional, características que lhe permitiram atuar não só como lateral-direito, mas também em posições mais adiantadas do corredor. Foi igualmente protagonista em momentos importantes das campanhas europeias do Nacional, deixando a sua marca nas competições internacionais.

Entre 2008 e 2016, realizou centenas de jogos com a camisola alvinegra, tornando-se um dos jogadores mais influentes da equipa durante esse período. Após oito temporadas na Madeira, seguiu a sua carreira noutros clubes, representando o Vitória SC, o Moreirense FC e o Pafos FC, adquirindo experiência dentro e fora de Portugal.

Em 2022, João Aurélio regressou àquela que sempre considerou a sua casa futebolística. O reencontro representou muito mais do que uma simples contratação: simbolizou o regresso de um líder e de um jogador profundamente identificado com os valores do clube. Assinou um contrato de três temporadas e voltou a assumir um papel central dentro do balneário.

Durante a sua segunda passagem pelo clube, ajudou o Nacional a alcançar o regresso à Primeira Liga, assumindo frequentemente a braçadeira de capitão e servindo de exemplo para os atletas mais jovens. Em 2024 atingiu a impressionante marca dos 300 jogos oficiais pelo clube, um feito que confirma a dimensão da sua ligação ao emblema da Choupana.

Neste final da época 2025/26 marcou o encerramento da sua carreira como jogador profissional. Depois de 343 partidas e 12 temporadas ao serviço do Nacional, João Aurélio decidiu pendurar as botas, encerrando um percurso notável que o colocou entre os atletas mais respeitados da história recente do clube.

Contudo, a sua ligação ao Nacional não termina fora das quatro linhas.

Obrigado, João Aurélio!